Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Blockchain Academy tem novo diretor-geral; executivo passou pela Febraban

A Blockchain Academy (BA), que oferece cursos sobre blockchain e criptoativos, tem novo diretor-geral. O escolhido pelos novos donos da BA é Fábio Costa Moraes, ex-Febraban e Senai e professor do Ibmec e Insper.

O Mercado Bitcoin (MB), maior corretora de criptoativos do país, comprou a BA há algumas semanas. Até então, Rosine Kadamani, que foi uma das fundadoras da BA, administrou a escola.

Moraes foi responsável pelos cursos e pelo projeto de educação financeira da Federação Brasileira de Bancos, Meu Bolso em Dia. Mas, hoje o programa acelera projetos de educação financeira. Depois disso, o executivo foi CEO do Instituto Febraban de Educação. Já no Insper, Moraes é professor de transformação digital.

Blockchain Academy perto da academia

A ideia é aproximar a escola a universidades e centros de inovação. Foi o que disse Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin, ao anunciar a compra da Blockchain Academy.

Ao comprar a BA, um dos objetivos é educar quem tem interesse em criptomoedas. A ideia é que cada braço do MB ajude o outro a crescer. Assim, os 2,3 milhões de clientes cadastrados da corretora poderão receber informações sobre a Blockchain Academy.

O grupo tem, também a Clearbook, que entra em operação até final de março. Além disso, criou a carteira digital Meubank e um projeto de empresa de custódia. Esse projeto está inscrito na seleção do sandbox da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Valor estimado para corretora Coinbase na Nasdaq é cinco vezes o da brasileira B3

A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, finalmente entrou com o pedido para listagem direta de suas ações na Nasdaq. O pedido aconteceu nesta quinta-feira (25).

Se as expectativas de analistas se confirmarem, seu valor será avaliado em torno de US$ 100 bilhões. É cerca de cinco vezes o valor, em dólar da bolsa brasileira B3. O valor de mercado da B3 está em cerca de R$ 113,6 bilhões (cerca de US$ 20 bilhões).

O ticker da Coinbase será Coin. Sua entrada na Nasdaq é um março, já que será um teste para saber o quanto os investidores estão interessados no setor. Com os recordes sucessivos do preço do bitcoin, além de a moeda atrair investidores institucionais, o interesse hoje pode ser maior.

A receita da corretora mais do que dobrou no ano passado, para US$ 1,3 bilhão, mais que o dobro dos US$ 533 milhões de 2019. Resultado da explosão de preço do bitcoin, que também transformou prejuízo em lucro. No ano passado, seu ganho foi de U$ 322 milhões, enquanto em 2019, a Coinbase amargou perdas de U$30 milhões.