Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Soluções blockchain para o setor energético têm terreno para crescerem no Brasil

O uso de blockchain no setor energético brasileiro é pequeno, ainda mais se comparado ao que existe no exterior. Mas o país conta com fornecedores experientes nessa área, que têm desenvolvido vários desses projetos em outros países. Isso pode ajudar a desenvolver o segmento aqui.

A R3, que nasceu como um consórcio de instituições financeiras interessadas em discutir blockchain, hoje atua em setores como o de energia. Um dos casos de uso de sua plataforma Corda é o da GuildOne, que há dois anos criou o Royalty Ledger, um aplicativo para a liquidação de contratos de royalties em óleo e gás.

Esse processo é normalmente custoso e complexo”, disse Nayam Hanashiro, diretor de alianças estratégicas da empresa para América Latina, durante o painel “Soluções para o Mercado”, o segundo do 1º do Simpósio – O Potencial da Blockchain no Setor Energético, organizado pelo Blocknews e Mentors Energy e realizado na semana passada.

Com o aplicativo, é possível evitar disputas relacionadas a alocação de recursos, percentuais de produção, preços de commodities, por exemplo. A GuildOne também criou a EBX (Energy Block Exchange), uma rede completa , com interoperabilidade de todas as redes para atividades como transação de energia e mineração.

Facilitadora para modernização

“Muito no início, blockchain estava em aplicações para inclusão de layers de energia distribuída e comercialização de crédito de carbono. Mas a tecnologia vem se tornando um grande  facilitador de transformação digital do setor de energia. O setor demanda muito essa transformação, principalmente na convergência de tecnologias emergentes como IoT e inteligência artificial”, disse Marcela Gonçalves, Chief Development Officer (CDO) da Multiledgers.

A empresa foi criada no Rio de Janeiro, mas já tem operações no exterior. Sua especialidade é a governança e gestão de infraestrutura de Blockchain as a Service (BaaS) e Infrastructure as a Service (IaaS), sendo um hub que usa as seis principais clouds do mundo e é multiprotocolo em relação a plataformas blockchain – uma das que usa é, por exemplo, a R3.

No ambiente energético, com diferentes tipos de players, novas possibilidades de entradas e consultas de dados, cria-se um ambiente propício para um ecossistema com compliance e segurança, completou.

Redução de custos

A possibilidade de uso de blockchain em energia, de fato, é capaz de reduzir milhões em custos. Bernardo Madeira, fundador da desenvolvedora de soluções Interchains. Ele exemplificou essa redução por meio do uso de blockchain para o controle de reparos de transformadores.

Com uma plataforma blockchain é possível rastrear todo o processo de reparo, desde o momento em que uma área de compras faz essa requisição. Com todos os envolvidos na rede, a reparadora, o centro de distribuição e a transportadora inserem dados de cada transformador na rede, como estado do equipamento, data de recebimento e entrega.

Tudo  fica registrado em blockchain, com chaves únicas, certificados únicos. Isso dá garantia com o hash da transação de que foi gravada de maneira inalterável e segura, afirma Bernardo. Na plataforma é possível não só ver os dados, mas ter um visão mapa geral de como está o processo de reparto de um grupo, por exemplo, de 1000 peças.  

Preocupação ambiental

Um outro exemplo, é no rastreamento de baterias de carros elétricos que levam cobalto. Paulo Simões, especialista em blockchain e cloud da Oracle, mostrou que há empresas que usam a tecnologia para rastrear essas baterias.

Na ponta da produção, há casos de trabalho escravo envolvendo o cobalto, e na ponta final, o produto é poluente se descartado de forma incorreta, contaminado solo e água.

A Oracle, segundo Simoes, trabalha com a Hyperledger Fabric, que ajuda a desenvolver. Simões é inclusive um dos coordenadores do Capítulo Hyperledger Brasil da Hyperledger Foundation, que ele pretende expandir no país.

“O Brasil ainda está a passos pequenos no uso de blockchain, IoT e IA em energia. Queremos provocar um ambiente de discussão e o 1º Fórum Brasileiro Blockchain em Energia, realizado em novembro passado pela Mentors Energy, foi um primeiro passo. O simpósio que estamos fazendo é uma maneira de continuarmos essa discussão”, disse João Carvalho, fundador e CEO da consultoria.

O próximo painel do simpósio será hoje (23), sobre “Cibersegurança, Smart Contracts e Questões Legais”. O painéis seguintes serão sobre Blockchain, IoT, IA e Smart Cities, no dia 30; Tokens e Cerfificações, no dia 7 de julho; e Modernização e Regulação do Mercado, no dia 14 de julho. As inscrições são feitas pela plataforma Sympla.

Capítulo Hyperledger Brasil vai discutir identidade digital autossoberana

O próximo meetup virtual do Capítulo Hyperledger Brasil, dia 24 (quarta-feira), vai discutir Identidade Digital Autossoberana. Além de ser uma das possibilidades mais disruptivas no uso de blockchain, está muito associada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Serão apresentados casos de uso, incluindo o do governo da British Columbia, no Canadá. A apresentação será feita por John Jordan, diretor executivo do BC Digital Trust Service de British Columbia, e Stephen Curran, arquiteto de TI.

Acesso ao evento pelo link https://www.meetup.com/pt-BR/Hyperledger-Sao-Paulo/events/271332575/

Tempo de emissão de título por blockchain nos EUA cai de 12 dias para 40 minutos

Uma emissão de títulos lastreados em ativos realizada em apenas 40 minutos, ao invés de 12 dias. Esse foi o ganho de tempo de uma emissão feita numa prova de conceito (PoC) numa rede de registro distribuido (DLT) por cinco das maiores instituições financeiras do mundo.

A informação foi dada ao Blocknews pela Symbiont, cuja rede foi utilizada na operação. Segundo o CEO da empresa, Mark Smith, a expectativa é de uma emissão no final do ano. “Estamos perto de fazer uma mudança fundamental no mercado de capitais”, afirmou.

A operação foi realizada há alguns dias pela Vanguard, uma das maiores empresas de gerenciamento de investimentos dos Estados Unidos, com o Citi, Bank of New York Mellon e State Street, os três maiores bancos custodiantes do planeta, além de um grande emissor dos chamados ABS corporativos, cujo nome não foi revelado.

“O melhor de tudo é que os smart contracts são capazes de detectar instantaneamente dados errados colocados na rede, prevenindo uma situação que causaria dores de cabeça e um vai e vem no back office”, disse ao Blocknews o porta-voz da Symbiont.

Tradicional x blockchain

Essa primeira transação espelhou exatamente a emissão de um bond (do tipo 144a, emitido nos EUA) no mercado tradicional. Mas a próxima será totalment originada na blockchain.

Segundo a Symbiont, a transação foi como a emissão de um título no primeiro quadrimestre, permitindo a todos os principais envolvidos, incluindo emissor, agente de transferência, custodiantes e investidores primários, a executar suas funções tradicionais.

Mas tudo isso foi feito numa fração de tempo em relação ao normal, porque os processos são simplificados por todos os participantes que compartilham a mesma fonte de verdade. Além disso, são automatizados pelos smart contracts (contratos inteligentes) em blockchain, disse a Symbiont.

“Um exemplo disso é que uma vez que o emissor aprova uma alocação para um investidor, o que é parcialmente automatizada pelos contratos inteligentes, o registro de propriedade é instantaneamente refletido na blockchain”, diz a empresa.

Agilidade e menos custos

Isso permite que o agente de transferência saiba quem tem a propriedade a emissão apenas olhando a informação na blockchain. Enquanto isso, o banco, sendo o custodiante na rede, faz a custódia sem precisar interagir com uma central de depósitos de títulos.

O título não é registrado em órgãos de depósito, mas continua cumprindo as normas exigidas pelo regulador. “Portanto, mantém o marco regulatório e ao mesmo tempo traz ganhos significativos de custos, velocidade e eficiência”, diz a Symbiont.

Com o uso da DLT, foi possível automatizar fluxos complexos de aprovação de todos os participantes da emissão. Com o que a Symbiont chama de “única fonte da verdade”, é desnecessário haver confirmações e reconciliações que atrasam os processos.

Além disso, manter os livros oficiais do título e registros na blockchain evita disputas nas transferências de propriedade e abre a porta para a emissão direta de ativos de um emissor para o investidor. Isso evita que o segurador tenha de usar um capital para uma pré-compra do emissor.

A Symbiont e a Vanguard estão trabalhando em blockchain desde dezembro de 2017. No ano passado, entrou em operação o uso da plataforma da Symbiont para o gerenciamento de dados de fundos avaliados em US$ 1,3 trilhões.

Com isso, índices de dados são transferidos de forma instantânea entre os provedores dos índices e o mercado a partir de uma base descentralizada, o que aumenta a transparência e reduz custos. .

Fundo de Cripto da Unicef investe 125 ETH em startups de países em desenvolvimento

O Fundo de Criptomoeda da Unicef (CryptoFund) vai investir 125 ETH (cerca de R$ 171 mil) em oito empresas de tecnologia de países em desenvolvimento e emergentes. O objetivo é que continuem a trabalhar em softwares de código aberto (open source).

É a maior doação do fundo criado em outubro de 2019 e que recebe e doa criptomoedas. As primeiras doações para o fundo vieram da Fundação Ethereum. Em 2019, 3 empresas receberam recurso

A transferência dos fundos levou menos de 20 minutos e custou menos de US$ 20 (cerca de R$ 120), menos de 0,00009% do valor transferido, com transparência em tempo real para os doadores e apoiadores, disse Chris Fabian, Consultor Sênior e co-Líder da Unicef Ventures.

“Estamos vendo o mundo digital se aproximando de nós mais rápido do que imaginavamos e a Unicef precisa saber usar todas as ferramentas desse novo mundo para ajudar as crianças”, completou Fabian em comunicado.

O fundo de criptos e o Fundo de Inovação da Unicef tem aberta uma chamada para soluções blockchain de até US$ 100 mil (cerca de R$ 600 mil) e criptomoedas combinados, além de mentoria.

4 da América Latina

Das 8 empresas, quatro são da América Latina. As investidas são Cireha (Argentina), Utopic (Chile), Afinidata (Guatemala), OS City (México), Somleng (Camboja),  Avyantra (Índia), StaTwig (Índia) e Ideasis (Turquia).

As empresas investidas trabalham em projetos de educação, saúde e alimentação para crianças e adolescentes. Algumas iniciativas estão relacionadas à redução dos impactos da doença na vida dessas pessoas, como na educação.

Um outro caso inclui, por exemplo, o monitoramento de entrega de arroz a comunidades vulneráveis.

Todas já haviam recebido até US$ 100 mil (cerca de R$ 600 mil) do Fundo de Inovação da Unicef. As empresas trabalham em parceria com governos e parceiros locais. O grupo foi selecionado dentre 40 startups aprovadas no Fundo de Inovação da Unicef.

Além dos recursos, as empresas vão receber mentoria de negócios, assistência técnica e apoio para desenvolvimento de open source, UX (User Experience) e UI  (User Interface).

Abertas incrições do 3º painel do Simpósio O Potencial da Blockchain no Setor Energético

O terceiro painel do 1º Simpósio – O Potencial da Blockchain no Setor Energético, evento organizado pelo Blocknews e pela consultoria Mentors Energy, será na próxima terça-feira (23), sobre “Cibersegurança, Smart Contracts e Aspectos Legais”.

As inscrições podem ser feitas pelo Sympla, no link https://bit.ly/3ddPK0z. O evento é online e gratuito, das 14h00 às 15h15.

Serão palestrantes do evento Tatiana Revoredo, da Global Strategy, profissional com participação em diversas iniciativas sobre segurança e blockchain no Brasil e no exterior, Hélio Ferreira Moraes, sócio da PK Advogados especializado em tecnologia, e Gabriel Laender, advogado da FCM Law baseado no Vale do Silício.

O Simpósio acontece desde o dia 9 de junho e vai até 14 de julho, sempre às terças-feiras, das 14h00 às 15h15

Pitang Agile IT adquire 30% da desenvolvedora de blockchain BBChain

A Pitang Agile IT, desenvolvedora de softwares, adquiriu 30% da BBChain, desenvolvedora de soluções baseadas em blockchain. As empresas não informaram o valor da transação.

A previsão é de que a associação faça a receita da BBChain crescer cinco vezes nos próximos três anos. O valor não foi revelado.

Para chegar a esse número, “somamos os pipelines e projetos vigentes das duas empresas e comparamos com os dos nossos concorrentes diretos”, disse Felipe Chobanian, co-fundador e CEO da BBChain, ao Blocknews.

A associação vai fortalecer a oferta de serviços em computação distribuída da Pitang, em especial em blockchain, disse o diretor executivo da empresa em comunicado, Antônio Valença.

A BBChain foi fundada em 2018, em São Paulo. A empresa trabalha com arquitetura e soluções em blockchain, DLT e outras tecnologias, como computação distribuída e inteligência artificial. E é parceira da R3, que fornece a plataforma Corda.

A Pitang foi fundada em 2004, como um spinoff do centro de inovação Cesar, em Recife e tornou-se uma das maiores desenvolvedores de software do Nordeste. Também é parceira da R3.

Contando seus dois escritórios, em São Paulo e Recife, a Pitang tem 350 funcionários. Com a parceria, a BBChain vai contar com 40 profissionais da Pitang.

Transações de criptos no Brasil cresceram 1,8% no primeiro trimestre

O total de criptomoedas movimentadas no Brasil somou R$ 26,62 bilhões no primeiro trimestre de 2020, um aumento de 1,8% sobre o último trimestre de 2019, segundo a Receita Federal.

A Receita Federal classifica as movimentações em três categorias: de pessoas físicas e jurídicas com uso de exchanges, sem uso de bolsas e as transações das exchanges. que atuam no mercado de criptomoedas brasileiro.

Também avisa que o relatório considera as movimentações informadas ao órgão e que pode haver erros. “Esses erros são frequentes, significativos e não são passíveis de identificação e exclusão do conjunto dos dados ora divulgados”, diz a Receita.

A declaração de transações à Receita é obrigatória desde o ano .

As categorias com mais transações no trimestre variaram a cada mês. Em janeiro foram as operações de bolsas (R$ 3,42 bilhões). Em fevereiro e março foram as de pessoas físicas e empresas com uso de bolsas (R 6,16 bilhões e R$ 5,25 bilhões, respectivamente).

A moeda XRP, da Ripple, foi mais comercializada do que a Bitcoin, com os valores registrados de R$12,2 bilhões, antes os da cripto de Satoshi Nakamoto, que atingiu R$10,2 bilhões.

As principais moedas começaram o ano em alta, no início da pandemia tiveram perdas e voltaram a se recuperar, diz Safiri Felix, diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

O relatório mostra que as mulheres são uma fatia pequena no total de movimentos com criptomoedas.

Brasil é um dos países que mais acreditam em blockchain, diz estudo da Deloitte

O Brasil é um dos países que mais acreditam na escalabilidade de blockchain, junto com Hong Kong, Israel e Emirados Arabes Unidos. Além disso, com os chineses, são os que mais acreditam que as ativos digitais vão substituir as moedas fiduciárias (fiat) em até 10 anos.

Essas são algumas das conclusões do relatório anual da Deloitte sobre blockchain, que a empresa acaba de divulgar. Foram entrevistados 1.488 executivos com algum entendimento sobre blockchain em 14 países. Dos entrevistados, 50 são do Brasil.  E 42% do total estão em cargos de chefia “C”.  

Segundo a pesquisa, 88% dos entrevistados acham que blockchain é escalável e vai atingir o estágio de adoção mais ampla. O Brasil ultrapassou essa média, mas o percentual do país não foi revelado.

Empregos em alta

Um dado positivo sobre emprego e que corrobora outras pesquisas é o de que aumentou de 73% para 82%, de 2019 para 2020, o percentual de empresas que estão contratando ou planejam contratar especialistas em blockchain nos próximos 12 meses.

De acordo com o levantamento, no Brasil, 64% dos entrevistados planejam investir de US$ 1 milhão a US$ 10 milhões em blockchain nos próximos 12 meses. No mundo, a media nessa faixa é de 54%.

Das empresas entrevistadas, 30% tem receita acima de US$ 1 bilhão e 42%, de US$ 100 milhões a menos de US$ 1 bilhão.

Ativos digitais

Em relação às substituição das moedas fiat por ativos digitais, surpreende que o Brasil apareça com o mesmo percentual de resposta da China, com 94%.

Os chineses estão correndo para lançar uma moeda digital de banco central (CBDC) e o país decidiu ser referência em blockchain no mundo. Dois movimentos que não se vê por aqui.

Segundo a Deloitte, os executivos C-level estão investindo mais em blockchain como parte de suas estratégias de inovação. Com isso, estão deixando para trás a visão de que a tecnologia é apenas uma promessa.

Inovação pós-Covid

A pesquisa foi feita entre 6 de fevereiro e 3 de março, portanto nos primeiros meses do impacto do Covid-19 na vida das empresas. A Deloitte diz confiar que a pesquisa reflete o estado atual de blockchain, mas só o futuro dirá se e como a pandemia afetou a adoção de inovações digitais.

Com ou sem vírus, os principais temores que emperram a adoção ou escalada de blockchain nas empresas continuam praticamente os mesmos do ano passado: ter de substituir ou adaptar sistema existentes, a questão da segurança e a sensibilidade de informações competitivas.

Há outros desafios ligados a quem já adotou. Um deles é a questão de governança de consórcios. Muitos falharam porque os participantes não acertaram regras equilibradas para o compartilhamento da rede.

Tecnologia fundamental

O levantamento mostrou ainda que para 55%, blockchain será crucial nas cinco principais estratégias das empresas nos próximos 24 anos, um pouco acima dos 53% de 2019. Em 2018, eram 43%. No entanto, para 14%, será importante, mas não estratégica, o mesmo que no ano passado.

Das empresas entrevistadas, 39% colocou projetos em produção, ante 23% em 2019. E quase metades delas (46%) faturam mais de US$ 1 bilhão.

Para a Deloitte, o crescimento de blockchain será ajudado pela necessidade de prestação de contas a clientes, fornecedores, investidores, reguladores e à sociedade em geral.

Ao mesmo tempo, a variedade geográfica coloca muita complexidade na sua arquitetura, ao ser preciso saber o que vale e onde.

O levantamento conclui também que o mundo ainda está não está pronto para a identidade digital em larga escala, que continua ainda muito na teoria.

Rendimento é o primeiro banco a adotar serviço de nuvem da Ripple

O Rendimento é o primeiro banco a usar RippleNet Cloud, rede de pagamentos baseada na nuvem. Desde 2019, o banco utiliza o serviço de mensageria RippleNet.

Como o banco brasileiro, cerca de 20 instituições financeiras estão usando o serviço de nuvem da empresa de mensageria de transações por blockchain.

Segundo Luiz Antônio Sacco, diretor geral da Ripple na América Latina, ao usar a nuvem da empresa, o Rendimento ganha agilidade nas transações de envios de remessas.

“As instituições que fazem parte da RippleNet Cloud se conectam a um único conjunto de APIs para todas as suas conexões RippleNet, o que facilita a interoperabilidade”, disse o o executivo ao Blocknews.

Segundo a Ripple, entre as instituições que usam a nuvem estão a Pontual/Usend, Azimo e iRemit. No RippleNet, a empresa tem mais de 300 clientes.

Especialistas discutirão soluções blockchain para o setor energético

Blockchain pode acelerar a transformação digital do setor do setor energético, principalmente quando combinada com outras tecnologias como IoT (internet das coisas).

A afirmação é de Nayam Hanashiro, diretor de parcerias na América Latina da R3, um dos palestrantes do painel de hoje (16) do 1º Simpósio O Potencial da Blockchain no Setor Energético, organizado pelo Blocknews e a consultoria Mentors Energy. O link para inscrição é o https://www.sympla.com.br/1o-simposio—o-potencial-da-blockchain-no-setor-energetico__876557

Além de Nayam, participarão do painel Marcela Gonçalves, Chief Development Officer da Multiledgers, Bernardo Madeira, fundador da Interchains, e Paulo Simões, especialista em blockchain da Oracle.

“Com a crise do Covid-19, estamos vivendo a necessidade de criação de novas fontes de renda para a sociedade. Esse pode ser um ponto importante para aprofundar a discussão com base em nova regulação para o mercado de energia, diz Marcela.  

A tecnologia poderá auxiliar tanto na melhor digitalização do mercado atual, quanto auxiliar na criação de nova regulação a partir de novos modelos de negócios, completa.

Para quem está pensando em usar blockchain, Madeira sugere que a empresa se faça algumas perguntas: “para a solar, a pergunta é qual o benefício de um consórcio de blockchain para comercialização de energia no mercado livre?

“Muito se fala da tokenizacao de ativos de registros de carga: qual é a estratégia na criação de uma criptomoeda para esta comercialização? E quais os benefícios, em relação a eficiência operacional, que uma cadeia de suprimentos de ativos integrada (rastreabilidade de ativos como transformadores e cabos) no blockchain oferece?”, completa.